A paz que é tão sonhada...

mensagem_janeiro11“A paz que é tão sonhada, cantada em canções tão lindas, só chegará até nós, quando ouvirmos a voz do Senhor.”

Começo meu primeiro artigo do ano com essa música, pois ela é um convite para nós. Deus nos chama à paz tão sonhada. Ele nos concede Sua paz, mas espera de nós ação e atitude nessa busca.

Há muitas pessoas que viveram e lutaram pelo bem, como Papa João Paulo II, Madre Teresa de Calcutá, Irmã Dulce, Zilda Arns e tantos outros agentes de transformação pela força do amor divino, como a Virgem Maria, que soube ouvir a voz do Senhor.

Você também, querendo, poderá nomear pessoas que, em nossos dias, contribuem para tornar este mundo melhor: graças a Deus há muitas! Como elas, nós somos chamados a ser construtores da paz, para que ela não seja apenas comemorada em uma data de nosso ano, mas uma provocação do amor de Deus em nós, que respondemos com o propósito de assumi-la como um programa de vida. A paz é um caminho a percorrer e uma opção de vida a fazer.

Especialmente no mundo de hoje, nós cristãos devemos mostrar nossa fé por nosso testemunho de sermos homens e mulheres de paz, porque o fruto da justiça semeia-se na paz. A paz de Cristo não é diferente da paz do homem, é simplesmente “a paz” e merece que se dedique a vida para buscá-la e obtê-la.

Nosso querido Papa Bento XVI vem insistido nesse apelo. No ano de 2009, ele escolheu este tema: “Combater a pobreza, construir a paz”. Em 2010, o tema escolhido foi “Se quiseres cultivar a paz, preserve a criação”. Neste ano de 2011, ele nos leva a meditar sobre “Liberdade religiosa, caminho para a paz”. A humanidade precisa se lembrar do Papa Paulo VI, fazendo aos representantes de “A paz que é tão sonhada” o apelo da paz de Cristo em 4-10-1965: “Nunca mais uns contra os outros, nunca mais! A paz deve guiar o destino dos povos e da humanidade toda! Se quereis ser irmãos, deixai cair as armas de vossas mãos! Não se pode amar com armas ofensivas em punho”.

Supliquemos a Santa Mãe de Deus, Maria, celebrada no mundo inteiro com o “Dia da Paz”, que rogue por nós. “Ela que experimentou as penas e tribulações da terra, o cansaço do trabalho de cada dia, os incômodos e os apertos da pobreza, as dores do Calvário, venha em socorro da Igreja e do mundo; acolha os pedidos de paz que a ela sobem de todos os pontos da terra; ilumine os que dirigem a sorte dos povos. Que ela interceda a Deus, dominador de ventos e tempestades, para que acalme também as tempestades dos corações humanos em guerra nos dê a paz em nossos dias, a paz verdadeira, que se funda nas bases sólidas e duradouras da justiça e do amor; justiça igual, tanto para o fraco como para o forte; amor que afaste os tresvarios do egoísmo, de maneira que a salvaguarda dos direitos de cada um não degenere em esquecimento ou negação do direito alheio”.

Amém!

Luzia Santiago